terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ROSAS EM POESIA

"Já não se encontrarão os meus olhos nos teus olhos.
Já não se adoçará junto a ti a minha dor, mas por onde for
levarei o teu olhar e para onde fores levarás a minha dor."

Guimarães Rosa
O caminho de alguém que anda sozinho,
se encontra com o carinho de outra pessoa que vem . . .
E assim se conhecem, assim tudo acontece
na vida de um homem e de uma mulhe                     r(.HOMENINO POETA)
É apenas uma casualidade?
É a vontade de ser feliz que procura?
Ou é apenas o amor, que encontra o mesmo amor,
que desponta naquele olhar que namora?
Naquela mesma hora
em que os olhos se cruzam pela primeira vez?
Talvez amanhã, sejamos nós
a nos conhecer,                 TALVEZ.....





“As coisas em si não são boas nem más.

É o pensamento que as torna

desse ou daquele jeito.”

William Shakespeare

*Alice Ghirotto*
 — com mary iacob.
"Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."

Vinícius de Moraes
"O verdadeiro amor não traz consigo sofrimento,
egoísmo, ciúmes ou orgulho.
Amar é dar o melhor de si pela pessoa amada,
sem necessidade de propriedade ou retribuições.
Quem ama confia, respeita e perdoa."

Barbosa Filho 

‎"...Há momentos
em que sei que não há distância
entre aqueles que se amam."

Kahlil Gibran

*Alice Ghirotto*

AS LUZES



AS LUZES

Descolorindo a tarde
Abrindo as portas da noite
E liberando as estrelas em rebanhos líquidos
De luzes.

Não posso olhar sem impregnar
As lembranças de fotografias e imagens
Retorcidas, no aço das lâmpadas
Nas ácidas incursões da estante
De livros quando a lâmpada se ascende
Ascende-se um fio de sonhos e uma coberta de imaginações

As páginas dão conta dos fatos que em vão vivemos, que deveríamos ter posto a prova.
As palavras não ditas inclinam aos olhos cansados, uma multidão de imagens baças em
prontidão com os elementos invisíveis que infestam as nossas cansadas pálpebras...


A pequena estrela

Descolorindo a tarde
Abrindo as portas da noite
E liberando as estrelas em rebanhos líquidos
De luzes.

Não posso olhar sem impregnar
As lembranças de fotografias e imagens
Retorcidas, no aço das lâmpadas
Nas ácidas incursões da estante
De livros quando a lâmpada se ascende
Ascende-se um fio de sonhos e uma coberta de imaginações

As páginas dão conta dos fatos que em vão vivemos, que deveríamos ter posto a prova.
As palavras não ditas inclinam aos olhos cansados, uma multidão de imagens baças em
prontidão com os elementos invisíveis que infestam as nossas cansadas pálpebras...


A pequena estrela

'NADA E TUDO

'NADA E TUDO'

Nada e tudo são ao mesmo tempo
Igual mundo fechado e aberto
Quando um se põe a descoberto
Logo outro se opõe ao seu intento

Nada é assim, do tudo, um pouco
Que se sente vazio nesse tudo
Calando-se a alma no corpo mudo
E o universo nesse ser louco

Acenda-se a luz no breu intenso
Que o sonho vai alto mas já sem rumo
Olhos fechados no longe imenso

Sempre que se vê a porta trancada
O nada é tudo, denso de fumo
No tempo perdido que só foi nada.

Paulo Filipe

Nada e tudo são ao mesmo tempo
Igual mundo fechado e aberto
Quando um se põe a descoberto
Logo outro se opõe ao seu intento

Nada é assim, do tudo, um pouco
Que se sente vazio nesse tudo
Calando-se a alma no corpo mudo
E o universo nesse ser louco

Acenda-se a luz no breu intenso
Que o sonho vai alto mas já sem rumo
Olhos fechados no longe imenso

Sempre que se vê a porta trancada
O nada é tudo, denso de fumo
No tempo perdido que só foi nada.

Paulo Filipe

"O nevoeiro da espera colado nos sonhos"

"O nevoeiro da espera colado nos sonhos"


Desenrola-se em nossos olhos
a vertigem transparente
que agride o declínio do dia
quando a lua se encosta nos vidros
e temos o nevoeiro da espera colado nos sonhos.
Há muito que sabemos como é intocável a luz
do orvalho na raiz da mágoa.
Palavras em estilhaços flutuam sobre os móveis
como fantasmas ou como as fadas
da mais antiga infância.
Respiramos devagar o sopro errante do vento.

Graça Pires
rago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero..."(FERNANDO PESSOA)